Protestos no Irã: Polícia diz entender reivindicações, mas promete reprimir o “caos”
Os protestos que tomaram diversas cidades do Irã em janeiro de 2026 revelam uma crise econômica e política sem precedentes. A polícia iraniana declarou compreender as reivindicações populares, mas advertiu que não tolerará o “caos”. A seguir, uma análise investigativa sobre causas, consequências e repercussões internacionais.
Causas dos protestos no Irã
A inflação no Irã ultrapassa 40%, segundo veículos internacionais, e o rial sofreu forte desvalorização. Comerciantes de bazares fecharam lojas em protesto, enquanto estudantes denunciaram falta de perspectivas de emprego. A crise atual é comparada às manifestações de 2019 e 2022, quando aumentos de preços e restrições sociais desencadearam revoltas populares.
“Estamos vivendo uma situação insustentável. O preço do pão e do combustível dobra a cada mês”, relatou um comerciante ao noticiário internacional.
Como os protestos se espalharam
Vídeos mostram carros virados e incêndios em frente a delegacias. Em cidades como Azna e Lordegan, tiros foram ouvidos durante confrontos entre manifestantes e forças de segurança. Tanto civis quanto membros da polícia morreram nos distúrbios. A mídia estatal iraniana acusa “forças externas” de incentivar os atos, tese contestada por analistas independentes.
“Não conseguimos mais sustentar nossas famílias. Protestar é a única saída”, disse um comerciante em entrevista à imprensa internacional.
Declarações da polícia iraniana
A polícia afirmou: “Estamos atentos às demandas econômicas, mas não permitiremos que protestos legítimos sejam usados para desestabilizar o país”. O chefe do Parlamento iraniano declarou que bases e tropas dos EUA no Oriente Médio seriam “alvos legítimos” caso Washington interviesse. O governo prometeu abrir diálogo sobre reivindicações legítimas, mas reforçou que não aceitará vandalismo.
“A ordem pública será mantida a qualquer custo”, disse um porta-voz da polícia em coletiva.
Reações internacionais
O presidente dos EUA afirmou que o país está pronto para agir caso o Irã mate manifestantes. A União Europeia pediu moderação e respeito aos direitos humanos. Organizações como a Human Rights Watch e a Amnesty International alertaram para o risco de repressão violenta e violações de direitos civis. Autoridades iranianas advertiram que qualquer interferência americana desestabilizaria toda a região.
“A comunidade internacional observa com preocupação. A proteção de civis deve ser prioridade”, disse uma autoridade europeia.
Impacto interno da crise
Comerciantes relatam que o preço de alimentos básicos dobrou em poucos meses. Estudantes universitários afirmam que não veem futuro no mercado de trabalho. A população enfrenta dilemas diários: escolher entre comprar gás ou comida, segundo relatos coletados pela imprensa internacional.
“A cesta básica já não cabe no salário. Estamos escolhendo entre gás e comida”, afirmou uma moradora.
Comparações históricas
Em 2019, protestos contra o aumento da gasolina foram violentamente reprimidos, deixando centenas de mortos. Em 2022, manifestações pela morte de Mahsa Amini se tornaram símbolo da luta por direitos das mulheres. Analistas afirmam que o atual movimento combina insatisfação econômica e contestação política, colocando em risco a legitimidade do regime.
“Sem reformas e diálogo, a legitimidade do Estado se fragiliza. O custo de ignorar a crise social é sempre maior”, avaliou um analista ouvido pela imprensa estrangeira.
Conclusão investigativa
O Irã vive um momento de tensão máxima: protestos populares, crise econômica e ameaças de confronto internacional. Enquanto a polícia promete não tolerar “caos”, manifestantes insistem que não há alternativa diante da deterioração das condições de vida. O desfecho ainda é incerto, mas a pressão interna e externa coloca o regime sob escrutínio como não se via há anos.
