Nos últimos dias, as negociações para um acordo de paz entre Israel e a Palestina ganharam novo impulso durante a Assembleia-Geral da ONU, com os Estados Unidos propondo um plano de 21 pontos que promete reconfigurar o controle sobre Gaza.
🧭 Principais pontos do plano
- O plano prevê um cessar-fogo imediato, acompanhado da liberação de reféns mantidos pelo Hamas.
- Israel seria submetido a uma retirada gradual, sob supervisão de uma força internacional de estabilização composta por países árabes e aliados.
- A governança civil de Gaza ficaria a cargo de uma autoridade provisória, antes de retornar ao controle da Autoridade Palestina (AP), condicionada a reformas.
- Há também proposta para a criação de uma Autoridade Internacional de Transição para Gaza (GITA), com participação da ONU e de estados árabes, para operar de forma temporária até estabilização completa.
⚖️ Controvérsias e resistências
- Alguns ministros do governo de Netanyahu resistem à ideia de transferir poder à AP, especialmente se ela for vista como conivente com o Hamas.
- A própria figura de Tony Blair tem sido cogitada para liderar essa autoridade transicional em Gaza, mas sua histórica postura pró-Israel e envolvimento na Guerra do Iraque geram desconfiança entre os palestinos.
- A proposta de anexação de partes da Cisjordânia por Israel é um ponto crítico: os EUA já afirmaram que não permitirão esse movimento, mas o tema permanece na mesa.
⏩ O que esperar nos próximos dias
- Netanyahu e Trump devem se reunir em Washington para definir os termos do plano e tentar costurar um consenso.
- Se aprovado, esse plano pode redefinir o equilíbrio regional, com novas alianças no mundo árabe, redistribuição de poderes em Gaza e forte pressão diplomática sobre Israel.
- Mas muitos especialistas alertam: a aplicação prática do plano enfrentará desafios logísticos, políticos e de segurança, especialmente em meio à destruição e à crise humanitária em Gaza.
