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ByREDAÇÃO

nov 28, 2025
Materiais apreendidos pela Polícia Federal durante a Operação Slim
Crédito: Polícia Federal/Divulgação

Operação Slim: PF desmonta esquema que vendia tirzepatida clandestina para diabetes e emagrecimento

A Polícia Federal realizou uma operação em quatro estados para desarticular um grupo que manipulava e comercializava tirzepatida, princípio ativo do Mounjaro, sem qualquer autorização da Anvisa.

A Polícia Federal deflagrou nesta quinta-feira a Operação Slim, que revelou uma rede clandestina especializada em produzir e vender tirzepatida irregularmente. A substância é utilizada em medicamentos de alto impacto no tratamento de diabetes tipo 2 e no controle de peso, como o Mounjaro, da farmacêutica Eli Lilly.

De acordo com a PF, o grupo atuava de forma organizada, oferecendo o produto a clínicas, profissionais de saúde e consumidores finais, principalmente por meio de redes sociais e contatos privados.

Frascos e insumos utilizados na produção clandestina
Crédito: Polícia Federal/Divulgação

Mandados em SP, RJ, PE e BA

A operação cumpriu 24 mandados de busca e apreensão em quatro estados: São Paulo, Rio de Janeiro, Pernambuco e Bahia. A PF encontrou laboratórios improvisados, frascos, rótulos, seringas, matérias-primas e equipamentos usados no fracionamento clandestino da tirzepatida.

A produção ocorria sem controle sanitário, sem esterilização adequada e sem garantias de dosagem, oferecendo risco direto à saúde dos consumidores.

Apreensão de materiais durante operação policial
Crédito: Polícia Federal/Divulgação

Como funcionava o esquema

Segundo os investigadores, o processo envolvia:

  • compra do princípio ativo por meios ilegais;
  • manipulação e fracionamento em frascos e canetas injetáveis;
  • rotulagem irregular e sem origem identificada;
  • armazenamento sem controle de temperatura;
  • venda direta por intermediários e profissionais da área da saúde.

O material era comercializado como uma alternativa “mais barata” ao Mounjaro original, mas sem qualquer garantia de segurança.

Itens irregulares apreendidos pela PF
Crédito: Polícia Federal/Divulgação

Riscos à saúde

A tirzepatida é uma substância potente e só deve ser usada com prescrição médica. Quando manipulada de forma irregular, pode causar:

  • hipoglicemia acentuada;
  • problemas gastrointestinais severos;
  • alterações de pressão arterial;
  • efeitos adversos imprevisíveis;
  • risco de contaminação bacteriana.

A ausência de controle de dose e de esterilidade torna o uso extremamente perigoso.

Frascos utilizados no fracionamento clandestino
Crédito: Polícia Federal/Divulgação

Investigação financeira

Durante as buscas, a PF também apreendeu bens de alto valor e indícios de movimentação financeira irregular. Segundo a corporação, há suspeita de lavagem de dinheiro e utilização de empresas de fachada para ocultar valores provenientes da venda clandestina dos medicamentos.

Ação da Polícia Federal em endereço investigado
Crédito: Polícia Federal/Divulgação

Crimes investigados

Os envolvidos podem responder por:

  • falsificação e adulteração de produtos terapêuticos;
  • associação criminosa;
  • lavagem de dinheiro;
  • crimes contra a saúde pública.

A Polícia Federal informou que novas fases da Operação Slim podem ocorrer conforme o avanço das investigações.

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