Caos Aéreo em São Paulo: Como 400 Cancelamentos Exporam a Crise Oculta da Aviação Nacional
A quinta-feira começou com uma avalanche de cancelamentos nos aeroportos de São Paulo. O vendaval que atingiu a região metropolitana provocou mais de 160 voos cancelados no dia e elevou para mais de 400 o total de operações afetadas desde quarta-feira.
Impactos imediatos: do embarque ao comércio aéreo
Companhias aéreas acionaram planos emergenciais, mas a demanda ultrapassou a capacidade de atendimento. Pequenos comerciantes que atuam em terminais registraram queda brusca no movimento.
“Quando o aeroporto para, tudo para. A aviação é um organismo vivo e qualquer interrupção vira efeito dominó”, destaca a consultora aeroportuária Teresa Lemos.
Por que o vendaval foi tão forte?
Segundo o Instituto Nacional de Meteorologia, o evento foi resultado de uma combinação rara de calor extremo com a chegada de uma massa de ar frio.
“É um tipo de tempestade que, historicamente, só ocorria a cada 10 ou 15 anos”, explica o especialista climático Miguel Harada.
Profissionais da aviação analisam tendência perigosa
Para quem trabalha diretamente com logística aérea — despachantes, empresas de cargas expressas e equipes operacionais — o episódio acende um alerta.
A frequência crescente de tempestades severas poderá exigir novos protocolos de segurança, investimento em tecnologia e sistemas de previsão de risco.
O lado humano do caos: passageiros sem destino
Ao longo do dia, vídeos de passageiros revoltados viralizaram nas redes sociais. Famílias perderam conexões internacionais, executivos tiveram reuniões canceladas e turistas ficaram presos na cidade.
Previsão para retomada
A expectativa é de retomada gradual, mas companhias alertam que a normalização completa pode levar até 48 horas.
