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ByREDAÇÃO

dez 5, 2025
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QUANDO A DOR ABDOMINAL NÃO É DO ESTÔMAGO: ALTERAÇÕES NA COLUNA PODEM SER A CAUSA, ALERTA O CIRURGIÃO DR. FABIANO FONSECA

Dores que simulam gastrite, cólica ou inflamação urinária podem estar ligadas à irritação de nervos que saem da coluna torácica e lombar.

Paciente com dor irradiada da coluna
Foto: Divulgação — Muitas dores abdominais são reflexos de compressões nervosas na coluna.

Muitos pacientes sofrem com dores no abdômen, na virilha, na pelve ou abaixo das costelas e acreditam que o problema está nos órgãos internos. Entretanto, um número crescente de casos demonstra que a origem real pode estar na coluna. Isso ocorre devido à irradiação nervosa, que faz a dor aparecer em locais distantes da lesão.

A Organização Mundial da Saúde (OMS) estima que oito a cada dez pessoas terão dor na coluna ao longo da vida. No Brasil, houve aumento superior a 30% nas queixas lombares nos últimos anos, reflexo direto da vida sedentária e do excesso de horas sentado.

“É comum o paciente tratar estômago, intestino ou bexiga quando, na verdade, o problema está na coluna. A dor irradiada engana e dificulta o diagnóstico.”

— Dr. Fabiano Fonseca, cirurgião da coluna

Como a dor irradiada funciona

A coluna é responsável por grande parte da distribuição nervosa do tronco. Qualquer alteração — hérnia de disco, compressão, desgaste ou desalinhamento — pode modificar os sinais enviados pelos nervos, fazendo com que o cérebro interprete a dor em regiões como abdômen, pelve ou costelas.

“Os nervos torácicos e lombares têm trajetos longos. Se eles são pressionados, a dor aparece em áreas onde esses nervos passam, não apenas no local da lesão.”

— Dr. Fabiano Fonseca

Esse mecanismo explica por que tantos pacientes fazem exames para problemas digestivos ou urinários e não encontram nenhuma anormalidade.

“Quando há dor sem causa clara, e os exames estão normais, a coluna precisa ser investigada. Essa é uma das principais causas de dor abdominal persistente.”

— Dr. Fabiano Fonseca

Sinais de que sua dor pode ter origem na coluna

  • Dor que piora ao caminhar, sentar ou se movimentar;
  • Queimação ou pressão no abdômen sem diagnóstico digestivo;
  • Pontadas abaixo das costelas que não mudam com alimentação;
  • Dor pélvica ou na virilha sem causa ginecológica ou urinária;
  • Exames normais, mas dor persistente.

“A dor da coluna tem comportamento característico: ela muda com a postura. Se a dor aparece ao inclinar o tronco ou ao levantar, isso é um sinal importante.”

— Dr. Fabiano Fonseca

Dados crescentes no Brasil

  • É a segunda maior causa de afastamento pelo INSS;
  • Quatro em cada dez consultas ortopédicas têm relação com a coluna vertebral;
  • Casos de compressão nervosa aumentaram até 40% entre jovens adultos.

Tratamentos disponíveis

A maioria dos casos não exige cirurgia. O tratamento inclui fisioterapia especializada, fortalecimento muscular, ajuste postural e reabilitação completa. Procedimentos minimamente invasivos podem ser indicados em casos específicos.

“O segredo é não esperar a dor se tornar crônica. Quanto antes tratamos, maior a chance de recuperação total.”

— Dr. Fabiano Fonseca

Conclusão

Dores persistentes que parecem digestivas ou urinárias podem, na realidade, estar relacionadas à coluna. Entender essa conexão é essencial para um diagnóstico correto e para evitar tratamentos sem resultado.

“Se os exames não explicam a dor, investigue a coluna. Ela muitas vezes é a chave que falta.”

— Dr. Fabiano Fonseca

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